Piratininga o que está rolando por aqui

O bairro

Quem foi Sueli Pontes

Sexta, 11 de setembro

Na beira da lagoa, no meio do Parque Orla, o prédio tem o nome de quem morou do outro lado da água. O Centro EcoCultural Sueli Pontes homenageia a arquiteta e ambientalista que passou a vida defendendo a Lagoa de Piratininga.

Sueli morou no Tibau desde os 11 anos. A família ainda mora lá. Ela morreu em 2020. O centro foi entregue à cidade em 2024.

Quem foi

Não há biografia longa nos jornais. O que ficou escrito, e repetido na inauguração, é o essencial.

Sueli Pontes foi arquiteta, ambientalista e ativista cultural. A prefeitura descreveu o trabalho dela como voltado ao empoderamento de comunidades e a iniciativas que juntavam cultura e sustentabilidade. Sempre com a lagoa no centro.

A filha, Catarina Pontes, esteve na entrega do prédio. Também estava a mãe, dona Edmea Pontes.

"Minha família vive no Tibau, onde minha mãe morou desde os 11 anos. É o reconhecimento de anos de dedicação dela em prol do meio ambiente e da Lagoa de Piratininga", disse Catarina.

O parque ao redor leva o nome de outro ambientalista, Alfredo Sirkis. Os dois equipamentos saíram no mesmo sábado.

Por que o nome está no prédio

O prefeito Axel Grael, na inauguração, foi direto: o centro homenageia uma grande ambientalista que dedicou a vida a defender a lagoa.

O espaço é o primeiro equipamento cultural municipal da Região Oceânica. Fica na Avenida Celso Kelly, 378, colado na água. Entrada gratuita. Terça a domingo, das 10h às 18h.

Não é um museu de retratos. É um espaço de educação ambiental. Mais de vinte obras interativas — maquete, jogo, projeção — explicam as bacias hidrográficas da Região Oceânica, as espécies da lagoa e o que o parque tenta fazer com a água que desce dos rios.

O prédio tem dois andares ligados por uma arquibancada. A fachada inteira olha a lagoa. No mezanino, binóculos. Foi feito pensando em criança e jovem. Avô também entra.

A proposta oficial é juntar arte, prática cultural e educação ambiental no mesmo lugar — e tratar a memória da comunidade e a conservação da lagoa como a mesma conversa.

O sábado da entrega

O centro abriu em 21 de setembro de 2024, Dia da Árvore. No mesmo ato, a cidade entregou o Parque Orla Piratininga Alfredo Sirkis — o POP — e o prefeito plantou um pau-brasil.

O parque é o maior projeto de soluções baseadas na natureza do país. Cerca de 680 mil metros quadrados, oito píeres, dezessete praças e jardins filtrantes que tratam a água da chuva sem produto químico. A ciclovia que contorna a lagoa tem uns dez quilômetros.

O centro é a parte de dentro: sombra, exposição, e o lugar de onde se explica o que o parque está tentando fazer lá fora.

O que sobrou no bairro

O Tibau ainda é o canto de pesca da lagoa. A família de Sueli continua ali. O nome no letreiro não é de quem veio de fora para inaugurar um parque. É de quem cresceu na margem.

Quatro anos depois da morte dela, a cidade pôs o nome no prédio que ensina a lagoa. A água, do outro lado do vidro, é a mesma que ela passou a vida tentando defender.

O Centro EcoCultural Sueli Pontes está aberto. Sem ingresso. Depois, o caminho continua no Parque Orla.

Encontrou algo errado?

Mais sobre o bairro · Lugares · Eventos

Compartilhar