O bairro
Como funciona o Polo Gastronômico da Tamandaré
A Tamandaré não é só a avenida da praia. Num pedaço dela, mesa na calçada tem regra escrita. Em 2022 a Câmara criou o Polo Gastronômico de Piratininga. Em 2023 o decreto 15.026 regulamentou o que pode e o que não pode nesse trecho.
Não é um shopping. Não é um festival. É um perímetro: da rotatória de Camboinhas até a Praça Santa Paulina, mais o polígono da Rua Professor Ernani Faria Alves e da Avenida Doutor Raul de Oliveira Rodrigues. A prefeitura falou em 23 casas quando a lei foi assinada. O número muda. O desenho da rua, não.
O que o decreto cobre
Mesas e cadeiras na calçada precisam de autorização. Nos dias úteis mais calmos — domingo a quarta — o uso da área externa vale das 7h à meia-noite. Quinta, sexta, sábado e véspera de feriado, até 1h do dia seguinte. Depois disso, só com toldo de proteção acústica.
A calçada continua sendo passagem. Tem de sobrar uma faixa livre de pelo menos 1,50 m para quem anda a pé. Estrado que desnivele o passeio é proibido. Toldo tem de ser removível.
Ambulante no perímetro — e a 200 metros dele — também é proibido. A regra é do decreto, não de um cartaz no poste.
O que o polo não é
Não é cardápio oficial. Não é horário de cada restaurante. Cada casa abre quando abre. Onde comer peixe aponta três endereços conferidos na Tamandaré: Maria da Praia, Chalé Canoa e Senhor dos Mares. No Trevo, +1 Bar e outras mesas da lista de comida.
Muita casa de peixe fecha depois do almoço. À noite, o polo continua: bar, pizza, o movimento do Trevo. Confere o horário no dia.
Como usar
O polo é o jeito da cidade organizar a orla que já existia. Mesa na calçada, faixa para pedestre, limite de hora, sem camelô no meio. Quem vem comer peixe ou só atravessar a Tamandaré depois do banho passa por ele — mesmo sem saber o nome do decreto.
Do Centro, o túnel Charitas–Cafubá deixa perto. De ônibus, as linhas da Oceânica param na Tamandaré. O resto é escolher a água: mar de um lado, lagoa do outro.