O bairro
A Pedra da Baleia e o costão
A Pedra da Baleia fica no canto da Prainha. Rocha no mar, no fim da areia. Dá para ver da praia. Dá para chegar a pé.
Não é a pedra da Barra da Tijuca. É este canto da Região Oceânica, entre o Atlântico e a lagoa.
A praia tem uns 2,7 km. De um lado, essa pedra. Do outro, o costão que separa o bairro de Camboinhas. No meio, o Praião e a Prainha.
Onde está
A Prainha é o trecho menor. Raso, calmo, abrigado pelas pedras. Família, criança, idoso. Pescador. Quem chega remando de Charitas ou de Icaraí. O ônibus da Oceânica termina por ali.
A Pedra da Baleia fecha esse canto. Não precisa de trilha. A Tamandaré cola na areia; o caminho é o calçadão até o fim.
O outro extremo é o costão que olha para Camboinhas. A prefeitura descreve a praia como duas praias juntas: o Praião, mais aberto, com onda; a Prainha, rasa, no recanto.
Entre o Praião e a Prainha há outras pedras. Elas cortam a orla e mudam o jeito da água. De um lado, mar mais solto. Do outro, enseada.
O que se faz na pedra
Pescador artesanal usa a rocha como ponto. Na área central da Prainha a correnteza some; a pedra fica no canto e serve de apoio. Rede, caniço, barco puxado para a areia. Fora do pico, e sobretudo no meio da semana, isso ainda é o que se vê.
Gente também sobe para olhar, fotografar e, há décadas, pular no mar. A pedra não é trampolim de clube. Rocha molhada, fundo de pedra, mar de verdade. Quem não conhece o dia fica na areia.
Da orla, em alguns pontos, o horizonte entrega o Cristo e o Pão de Açúcar do outro lado da baía. A pedra é o primeiro plano.
O costão
O costão de Piratininga não é um único bloco. São os dois extremos de pedra que fecham a praia, mais as rochas que aparecem no meio.
Do lado da Prainha, o costão abriga. Deixa o mar raso. É o recanto. Do lado de Camboinhas, o costão é mais fechado. Ali fica a Praia do Sossego, de acesso difícil a pé, mais usada por quem chega de barco. Não é a Prainha. É o fim da vista.
Quem quer ir além da areia, no canto da praia principal, encontra a Trilha do Zé Mondrongo. Leva à região das pedras. É mais isolada. Não é calçadão.
Desde os anos 1970, o que puxou gente para o bairro foi exatamente isso: praia, lagoa, ilhas, costões e restinga. O loteamento comeu areal, pitangueira e coqueiro. A pedra ficou.
Como chegar
Anda pela Tamandaré até a Prainha. A Pedra da Baleia está no fim.
De ônibus, as linhas da Oceânica deixam no ponto final da Prainha. De carro, no domingo de verão, a orla aperta. De manhã cedo, ou a pé pelo calçadão, a praia é outra.
Quem vem do Centro cruza o túnel Charitas–Cafubá. Fora do rush, uns vinte, trinta minutos. Depois, Cruz Nunes, Trevo, Tamandaré.
Um aviso
A pedra é de quem mora aqui. Em 2024, picharam. Frequentador filmou. A polícia levou os dois. A pedra não precisa de tinta. Não precisa de lixo.
Não sobe se o mar estiver feio. Depois, a praia continua: Praião de um lado, quiosque na orla. A lagoa fica atrás da avenida.