Piratininga o que está rolando por aqui

O bairro

Onde ficar um fim de semana

Sexta, 11 de setembro

Piratininga não é faixa de hotel. É um bairro da Região Oceânica: casa, rua, padaria, gente que mora. Quem vem de fora para um fim de semana entra nesse ritmo. Dorme no mesmo quarteirão de quem vai trabalhar na segunda.

O que é Piratininga deixa o lugar claro.

Casa de temporada, o jeito do bairro

Desde os loteamentos dos anos 60, a praia aluga casa. A ocupação de classe média veio na década seguinte, quando o acesso melhorou e o lugar — areia, lagoa, costão — passou a ser visto de perto. O padrão que ficou não foi o hotel. Foi o sobrado, a casa isolada, o apartamento inteiro.

Reportagem local ainda descreve o que o bairro faz há gerações: a família que abre o sobrado à beira-mar no sábado e fecha no domingo. Em 1971 e 1972, Milton Nascimento, Lô Borges e Beto Guedes se instalaram num sobrado no Mar Azul para compor o Clube da Esquina. Era casa alugada. Temporada à beira-mar já era o jeito de ficar antes de existir plataforma.

Não vamos listar pousada nem Airbnb aqui. Anúncio some, endereço muda, e inventar nome é pior do que não indicar. O que existe, de fato, é o tipo: casa ou apto com cozinha, às vezes vaga, calçadão a pé se a rua for a certa. Plataformas de reserva mostram esse tipo de imóvel — e, de vez em quando, uma hospedagem pequena no loteamento. Confere no mapa se é mesmo Piratininga de Niterói, e se o anúncio ainda está no ar.

Onde no bairro

A orla e o miolo não são a mesma estadia.

Escolhe pelo que você vai fazer, não pelo nome bonito do anúncio. Uma casa “em Piratininga” pode colar na Tamandaré, encostar na lagoa ou ficar no miolo, a vários quarteirões da água. Loteamento com nome próprio — Jardim Imbuí, Mar Azul, Cafubá — não é o mesmo endereço. Olha a rua.

O que tem e o que não tem

Tem supermercado, padaria, farmácia, quiosque de peixe, lugar para comer. Tem condomínio fechado e rua de casa. Tem, às vezes, uma hospedagem pequena escondida entre os loteamentos.

Não é Icaraí. Não é Copacabana. Não espera avenida de hotel, recepção 24 horas em cada quadra, nem vida noturna de orla urbana. O fim de semana é praia, almoço, volta na lagoa, feira no EcoCultural se for domingo. Estacionar na Tamandaré no auge do verão é aperto. Na segunda o bairro volta a ser bairro.

Se a ideia for só um banho e ir embora, dá para vir do Centro ou de Icaraí e voltar no mesmo dia. Quem fica, fica para acordar perto da areia e atravessar a avenida a pé.

Como chegar e o que perguntar

Do Centro, o atalho é o túnel Charitas–Cafubá. Fora do rush, uns vinte, trinta minutos. De ônibus, as linhas da Oceânica deixam na Tamandaré ou no Trevo. Como chegar entra no detalhe: carro, ônibus, onde deixar o carro.

Se a casa é de temporada, pergunta o óbvio antes de fechar:

No Praião o vento entra e a onda é mais forte. Na Prainha a água é mansa. Protetor e dinheiro ou cartão para o quiosque resolvem o resto do dia.

Sábado na areia, domingo no parque. A lista de lugares e o que rola no fim de semana completam.

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