O bairro
De onde vem o nome Piratininga
Piratininga vem do tupi. Quer dizer secagem de peixe.
É o nome deste bairro de Niterói, na Região Oceânica, entre o Atlântico e a lagoa. Tem um município com o mesmo nome em São Paulo, e tem a história antiga de São Paulo dos Campos de Piratininga. São outros mapas. Aqui o nome nasceu da pesca.
A colônia do Tibau
Antes de condomínio e loteamento, o que marcava o lugar era a pesca. Havia uma colônia na Prainha. No começo, essa faixa ia até o Tibau.
O peixe saía do mar e ia para o sol. Secava. Depois seguia. O nome ficou daí.
A praia ainda mostra o ofício: tem caniço fincado na areia do Praião. No Tibau, o peixe continua na mesa.
Não é nome de santo
Também não é sobrenome de fazendeiro. É um termo tupi que aponta para o trabalho na areia.
De um lado, quase três quilômetros de praia. Do outro, a lagoa. No meio, o Tibau. Quem pesca, vende ou serve peixe ainda usa esses recantos. Uma pontezinha leva à ilha, e o almoço de peixe continua sendo um dos motivos de ir até lá.
As fazendas não apagaram o nome
O bairro veio, em parte, da sesmaria doada a Cristóvão Monteiro. Depois chegaram as grandes fazendas: a do Saco, dos jesuítas, e a de Piratininga, de Manuel de Frias e Vasconcelos.
Aí o lugar passou a produzir açúcar, aguardente e café, além do que dava para comer. A carga ia por terra ou por mar até a enseada de Jurujuba e, de lá, para o Rio. Também saía em lombo de mula até Jurujuba ou São Francisco.
O engenho ocupou o miolo. O nome da orla não mudou. Continuou falando de peixe.
O que restou
A partir dos anos 1960 o loteamento chegou, a orla encheu, e o areal antigo, as pitangueiras e os coqueiros foram embora. Ficou o nome. E ficou o hábito: quiosque na Tamandaré, peixe no Tibau, pesca na lagoa e no mar.
A Prainha, o canto mais calmo, é o trecho que as reportagens ligam à colônia. O Praião, mais aberto, ainda tem vara na areia. Os dois são o mesmo bairro. O nome cobre os dois.